quarta-feira, 17 de outubro de 2007

VOTAÇÃO - A HORA É AGORA!!!

Finalmente eis que chega o dia!
Hoje e amanhã (17 e 18 de outubro), a urna das eleições para a nova gestão do CADM estará aberta para votação. Ela estará localizada na entrada (hall) da FACC no Palácio Universitário, perto da escada de acesso ao 2º piso.
Para votar, é só apresentar qualquer documento de identidade com foto.

E lembre-se: É CHAPA 1 NA CABEÇA!

terça-feira, 16 de outubro de 2007

A HISTÓRIA DO CENTRO ACADÊMICO DE ADMINISTRAÇÃO - parte 2


Após o susto, a mobilização maciça dos alunos nas Assembléias do auditório Pedro Calmon, a participação dos (poucos) alunos no Conselho de Graduação (CEG), finalmente iniciava-se o segundo período letivo de 2005. Das reivindicações levantadas pelos alunos, a meta principal e urgente (neste caso, conseguir que as turmas de Administração tivessem salas para o início do período) tinha sido atingida. O segundo andar do prédio anexo à biblioteca do CFCH, antes abandonado, foi reformado para a criação de mais algumas salas de aula que, a princípio, serviriam para amenizar a situação crítica a que havíamos chegado.


Era consenso entre os representantes de turma, que com certeza foram os mais empenhados naquele momento, que a mobilização não poderia parar por ali. A vigilância sobre os problemas da faculdade deveria ser permanente e constante de alguma forma. Além disso, muitas outras questões vieram à tona. Foi notório que a integração entre os alunos de Administração, principalmente dos primeiros períodos com os “veteranos” era precária. Até mesmo os representantes de turma não tinham representatividade em todos os períodos. A comunicação sobre os atos e movimentações da crise, as convocações pra as Assembléias se fizeram ouvir por meio destes repesentantes, que repassavam os e-mails para os outros estudantes.


Para isso, foi criada uma comissão pró-CA, com os representantes de turma. De fato, a idéia de (re)criação do Centro Acadêmico de Administração já vinha das primeiras reuniões dos representantes, mas foi postergada para um momento mais favorável, já que, como dizia o prof. Zeca em seu relato, era necessário primeiramente “apagar o incêndio e salvar as crianças”.
Essa comissão foi responsável pela criação do estatuto do Centro Acadêmico e convocação das eleições para a gestão do CA no período 2005/2006.Finalmente, no mês de agosto de 2005, ocorreram as eleições. Os mesmos representantes da comissão pró-CA concorreram como chapa única. Com a assinatura de mais de 200 alunos, os alunos Andréa Lima, Maurício Paludo, Bruno Miguel, Tiago Amaro, Luiz Felipe Araújo, Márcio Schmidt e Jaqueline Salomão foram eleitos para a primeira gestão do CADM depois de um longo período de inatividade.

(continua...)

A HISTÓRIA DO CENTRO ACADÊMICO DE ADMINISTRAÇÃO - Relato do aluno Tiago Amaro sobre a crise da falta de salas de aula (julho/2005)

A Faculdade de Administração e Ciências Contábeis (FACC) passou, nos últimos meses, por uma situação absurda: com a falta de estrutura, correu o risco de não ter salas o suficiente para iniciar o período. A estrutura da FACC sempre foi deficitária. Não tem salas de professores e depende das salas de aula dos outros cursos para abrigar todas as suas disciplinas. Esses outros cursos, a cada começo de semestre, disponibilizavam suas salas, nos horários em que ficariam vazias, em um chamado “condomínio de salas”, e os cursos demandantes, entre os quais Administração e Ciências Contábeis, utilizam essas salas nos horários livres em sua grade horária. Os cursos da Praia Vermelha ofertantes de salas decidiram acabar com o condomínio de salas para o próximo semestre. Junto a isso, o reitor aceitou a entrada do curso de Biblioteconomia junto aos cursos de Administração e Ciências Contábeis, que já não teriam salas o bastante sozinhos.

Em conversa com o coordenador do curso de Administração, este deu os seguintes dados: a FACC tem 8 salas. Para que o curso funcione da maneira como está, com aulas com noventa alunos, precisaríamos de 18 salas, longe do necessário para funcionar como deveria: 25. Se considerarmos, ainda, a Biblioteconomia, precisaríamos de 37 salas.

Era essa a situação quando o reitor se reuniu com a diretora da FACC, Profa Aracéli Ferreira, e os coordenadores e chefes de departamento dos cursos de Administração e Ciências Contábeis, além do coordenador e chefe de departamento do recém-formado curso de Biblioteconomia.
Nessa reunião, o reitor Aloísio Teixeira prometeu tudo aos membros presentes: prometeu restaurar o condomínio de salas até o fim do ano, reformar o 2o andar do anexo do CFCH, criando mais 7 salas, e a mudança de um evento internacional de matemática, que até então aconteceria no Fundão, para a Praia Vermelha, ocasionando na criação de mais um novo prédio para julho de 2006. Ao término deste evento, o prédio ficaria para a reitoria, que cederia as salas inicialmente para quem precisasse mais, no caso a FACC.

O reitor prometeu muitas coisas, mas de nada adiantam promessas se estas não forem cumpridas. A obra no 2o andar do anexo do CFCH foi completada, mas ainda não resolve completamente o problema das salas, já que mesmo que todas as salas sejam utilizadas pelos cursos de Administração e Ciências Contábeis, ainda assim seriam apenas 15 salas no total, insuficiente como pudemos ver nos dados acima.

Além disso, o condomínio ainda é somente uma medida temporária, e este vem sendo tratado com total descaso, com cursos declarando como ocupadas salas em horários em que estas estão vazias. Nesse começo de período, já foi mostrada novamente a falta de compromisso dos coordenadores desse recurso, já que, para ocupar o prédio novo, “de repente” surgiram milhares de salas no condomínio, e as salas do prédio novo, que até então seriam utilizadas pela FACC, acabaram novamente sendo tomada pelos outros cursos, com a grade horária dos cursos da FACC sendo espalhada por todo o campus.

Por isso, a discussão continuou a ser feita na faculdade sobre que rumos seguir caso o problema continuasse. No dia 21 de junho, os representantes dos estudantes de Administração organizaram a assembléia geral de alunos da FACC com presença de cerca de 200 alunos, a primeira em muito tempo, em que todos os alunos presentes discutiram o problema e votaram em estratégias de ação caso os problemas não fossem resolvidos.

Ainda somente com promessas, os alunos compareceram de luto à reunião do CEG em que foi votada a redução de vagas proposta pela FACC. No início da reunião, no entanto, os estudantes foram surpreendidos pela discussão da aceitação ou não do curso de biblioteconomia junto a FACC ter sido colocado como item extrapauta, sobre o qual nem o representante da FACC nem o do IE havia sido informado. No final, após muita discussão, os conselheiros se limitaram a “empurrar com a barriga” o problema, jogando a responsabilidade para a administração da faculdade. No final, restou aos estudantes presentes a sensação da incerteza se deveríamos comemorar ou lamentar.

Quando finalmente foi colocado em pauta a redução de vagas, em sinal de protesto os estudantes se colocaram a favor dessa medida, dizendo em seu discurso que viam nessa medida a única possível para resolver os problemas estruturais da Faculdade de Administração e Ciências Contábeis, dada a completa falta de compromisso com a qualidade de ensino por parte dos órgãos responsáveis. Apesar do pedido ter sido negado, foi proposto pelo conselheiro do DCE o encaminhamento de uma comissão para resolver de uma vez por todas os problemas estruturais, com participação também dos CAs. Apesar do pró-reitor ter se comprometido a levar esse encaminhamento para votação em no máximo duas reuniões, várias semanas se passaram e ainda esse item não foi incluído na pauta.

Os alunos de Administração e Ciências Contábeis continuarão na luta, se conscientizando da necessidade de mobilização e se unindo cada vez mais para continuar pressionando o reitor até que seja instaurada uma qualidade de ensino condizente com o nome UFRJ dentro dos cursos da FACC.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

CHAPA RODA VIVA - Nossas Propostas

  • Por um projeto pedagógico socialmente referenciado e com incentivo à pesquisa
  • Realização de uma avaliação discente de professores
  • Organização de uma calourada e outros eventos de integração
  • Participação ativa dos alunos em todas as esferas de discussão e decisão na UFRJ - Pela paridade discente nos conselhos e eleições
  • Parcerias com entidades estudantis, profissionais e sociais que permitam ao estudante novas vivências em sua formação acadêmicaConstrução de uma gestão aberta, participativa e transparente

A HISTÓRIA DO CENTRO ACADÊMICO DE ADMINISTRAÇÃO - Relato do Professor Zeca após a Assembléia da FACC (05/06/2005)

PEDRO CALMON TREMEU!

São duas da madrugada, ainda tô meio tonto por causa da gelada recentemente repartida com a rapaziada que resolveu levar a discussão ali pro DCE depois do evento, mas eu fiquei devendo esse texto pro Márcio e não há melhor oportunidade pra escrever do que quando a gente ainda tá quente da discussão. É impossível cometer meu texto sem antes agradecer a todos que trabalharam duro nas últimas semanas pra armar o circo. Tô falando especialmente com os representantes das (infelizmente) poucas turmas que resolveram eleger representantes, com os (infelizmente) raros remanescentes do (infelizmente) extinto CA e com os (felizmente!) muitos alunos que marcaram presença.

A casa lotou. Tinha gente saindo pela janela. Mesmo. Não teve um só boneco que tenha pedido a palavra e, ao se virar com o microfone pra encarar a massa, não tenha deixado os olhos arregalarem, a mãozinha chacoalhar ou a voz falhar. Até a máquina fotográfica da Jaqueline deu uma meia trava quando soube que tinha de retratar o momento. Foi assustador. Todo mundo tremeu, todo mundo medrou. Com o corredor polonês que tinha se formado, se alguém contasse a historinha errada ia ficar prejudicado na hora de sair. Havia ali um corpo vivo, pulsando com o sangue de seiscentas pessoas, todo mundo respirando junto, mil e duzentos olhos atentos, todo mundo cortando o fôlego nos momentos mais tensos. Fiz esta estimativa de seiscentas cabeças compartilhando um suco de cevada, mas acho que a gente chutou bem, porque o Luiz Felipe tem experiência com casa cheia.

Por outro lado, tem muito aluno e professor que acreditou que a gente ia conseguir juntar no auditório apenas os malucos de plantão. Eles estavam todos lá, mas a casa bombou com todo tipo de gente. Fico preocupado com esse tipo de creontagem que mais parece torcida pra tudo derreter do que crítica pro movimento ganhar outros contornos. Não podemos permitir que nossa mobilização seja menosprezada ou banalizada. O que acaba de acontecer foi um instante único, que quebrou a palhaça de todos os pessimistas.

Quem estava lá ouviu o decano dizer que se considera a memória viva da nossa faculdade e que essa memória não se recorda de nenhuma outra mobilização que tenha chegado no chinelo da galera que conseguimos juntar ali no auditório. Mais uma vez chutando, vou estimar aí pra essa memória o ano de 1980. Ora, estávamos ainda sob a batuta do regime militar. A anistia tinha rolado havia um ano somente. A estudantada tava lá, em cima do lance, e os caras não descansavam. Mas parece que a gente superou isso, pelo menos ali na FACC. Essa foi nossa maior vitória, e é bom que ninguém esqueça do que viu, pra não deixar a coisa morrer.

A primeira coisa a se ponderar é acerca dos resultados obtidos pela mobilização. Ouvi gente dizendo que foi um fracasso, que a discussão não levou a nada. Num primeiro momento, talvez seja tranqüilo se deixar levar por essa idéia – eu mesmo tive o impulso de concordar com ela – mas é importante que a gente encare essa ocasião como o início de um processo de retomada das rédeas do destino da FACC por aqueles que estão dentro da carroça. A gente está aprendendo a se organizar. Isso leva algum tempo. Pela primeira vez, ao invés de cochichar um número frio – mil e setecentos alunos – nós pudemos sentir na carne o que significa metade (!!!) disso. Passado o susto, mãos à obra. Vamos ter que avançar melhor no segundo encontro, porque esse primeiro serviu mais para que a gente pudesse sentir a pressão do que pra tocar a máquina.

Segundo, é importante lembrar que mesmos aqueles que pediram a palavra e foram vaiados estão ali pra brigar pelo nosso coletivo tanto quanto aqueles que só ganharam aplausos. Não teve um só malandro ali que tenha, deliberadamente, escolhido jogar contra. Com aquela multidão ávida por informações e soluções, nem mesmo qualquer reencarnação de antigos pacientes do sanatório que um dia funcionou no palácio ousaria sabotar o troço. É preciso ter generosidade e paciência pra lidar com o diferente, certo? Claro que, no meio do tiroteio, eu também não tenho tempo pra ficar discutindo se foi o reitor de 1987 ou o de 1992 que prometeu e não cumpriu construir um prédio só pra nós. Estamos no meio de uma crise e precisamos agir, não evocar fantasmas de gestões extintas pra justificar o caos de hoje. No entanto, isso não invalida aquele debate, somente o adia (pra saber onde estamos hoje precisamos consultar o mapa), o que nos leva ao terceiro ponto.

Como administrador, fui treinado pra resolver problemas. O sujeito está em frente à sua casa de madeira, que está sendo consumida pelas labaredas de um incêndio. A prioridade é forçar a entrada e resgatar a patroa, Romarinho e Moniquinha. Depois, o cara tem que tirar dali o Ringo e a Princesa. O terceiro passo é apagar o incêndio. Só então o mané vai sentar na calçada, descansar a cabeça entre as mãos chamuscadas e ponderar sobre quais foram as razões que o levaram a aceitar morar numa choupana de madeira, depois se no ano que vem ele vai mudar para um edifício de concreto ou se vai embarcar num barco com a família Schurmann e rumar pra um lugar onde não haja incêndios. Num próximo momento, é possível que o sujeito passe a filosofar sobre o que, realmente, é um incêndio, se é uma coincidência da natureza, uma projeção de sua própria consciência ou um evento divino. Na FACC, estamos no meio de um incêndio. É possível que eu seja muito mais obtuso (e que agora esteja muito mais entorpecido de cerva) do que muitos colegas, mas estou disposto a dar o passo número um antes do número cinco. Se no dia 1° de agosto estiver todo mundo em sala de aula, topo discutir no dia 2 se a cartucheira do diretor de 1976 era mais taluda do que a do diretor de 1998.

O quarto e último ponto decorre desse anterior. Por mais que a diretora tenha mostrado que algumas soluções estão sendo propostas e encaminhadas pelo reitor, ainda estamos correndo risco, e não podemos desfazer a mobilização em torno do problema imediato. Daí vêm nossas próximas dificuldades. Primeira: vai ser marcada uma nova reunião para dar conta do andamento do problema no fim de junho ou início de julho. Caso as coisas não estejam correndo bem, vamos ter que botar mais pressão. Só que essa reunião vai rolar nas férias dos alunos. Vai todo mundo comparecer? A resposta tem que ser positiva, porque vocês já viram que a fila só anda se tiver um montão de gente querendo ocupar aquele lugar. Tá todo mundo disposto a enfrentar o engarrafamento de volta de Iguabinha, Iguaba e Iguaba Grande pra fazer tremer o auditório? Segunda dificuldade: cadê a representatividade dos alunos? Só tenho conversado com os representantes dos cinco primeiros períodos. Cadê o CA forte? O Ayres está certo em reclamar da ausência de alunos de Administração nas reuniões, mas estes representantes devem ser legitimados pelo coletivo de estudantes.

Estamos juntos!
Zeca.

A HISTÓRIA DO CENTRO ACADÊMICO DE ADMINISTRAÇÃO - parte 1


A história do Centro Acadêmico de Administração da UFRJ (CADM) poderia ser vista como um gráfico de sazonalidade. Cheio de altos e baixos, o CADM, assim como o movimento estudantil no curso de Administração contrasta movimentos de efetiva mobilização e marasmo.
E essa história não é de muito tempo. De fato, o Centro Acadêmico de Administração não existiu por um longo período. Isso pode ser constatado pela imagem que se tem ao abrir as portas da sala 237 da FACC, onde se localiza a sede do CA. Mobiliário empoeirado, estrutura abandonada... Se houve gestões anteriores, é porque ainda constam alguns poucos documentos “guardados” precariamente no armário daquela sala.
O renascer do Centro Acadêmico foi em reação a um momento crítico da história do curso de Administração da UFRJ.
Era maio de 2005. Enquanto o primeiro período letivo do ano se encaminhava para seu fim, já se fazia ecoar nos corredores do Palácio Universitário uma ameaça que poderia causar sérios transtornos à vida acadêmica dos alunos da Praia Vermelha.
O professor José Luís Carvalho (a.k.a. Zeca), na época coordenador do curso de Administração transmitiu a alguns poucos alunos, reconhecidos como “representantes de turma”, que o período de 2005/2 poderia não iniciar, face ao problema de falta de sala de aulas que atingia o campus da Praia Vermelha naquele momento. Algumas turmas do curso de Administração e Ciências Contábeis, que já tinham entregado seus horários de aula à Administração do Pool de Salas da Praia Vermelha, não tiveram alocação para salas ou foram alocadas em salas que não comportariam a totalidade dos alunos para aquela matéria, algumas delas obrigatórias para os alunos de Administração.
O intuito não era pura e somente informar aos alunos (até mesmo porque aquela informação deveria no momento ser devidamente sigilosa, para não causar rebuliço entre os alunos), mas preparar os alunos para algo maior. Com certeza, aquela altura, todas as tentativas pelos trâmites burocráticos estavam sendo tentadas sem sucesso.
Além disso, outra ameaça se fazia avistar. Dias após este aviso, faria-se a apreciação do mérito de instalação do curso de Biblioteconomia, ligada a FACC, no campus da Praia Vermelha, o que aquela altura não poderia ter sido pior. O espaço físico do campus, atrofiado pela falta de investimentos, já era disputados ferozmente pelos cursos ali alocados. Não haveria espaço suficiente para a instalação de mais um curso se o espaço físico não fosse urgentemente acrescido.
Era hora de conscientizar os alunos e mobilizá-los, até porque, eram suas vidas universitárias, pacatas e até mesmo intactas (muito dos alunos até aquele momento não haviam enfrentado uma greve que viesse a parar o decorrer das aulas), estavam em jogo.
Assim, alguns dos representantes de turma se reuniram no Teatro de Arena no fim de maio, para discutirem o assunto. Era a primeira vez que alunos de diferentes períodos do curso de Administração se reuniam par a discussão dos problemas da universidade, que para muitos ainda passava despercebido nos bastidores.
A partir daí, a mobilização entre os estudantes foi crescendo. A diretora da FACC à época (Prof. Aracéli Cristina) convocou uma Assembléia no início de junho para apresentar de fato o que estava acontecendo. O que ocorreu naquela assembléia, deixo o relato do prof. Zeca, horas depois do ocorrido. Fato: nunca na história do curso de Administração houve tamanha mobilização e interesse dos alunos.

(continua...)

sábado, 13 de outubro de 2007

Chapa RODA VIVA - Introdução

Enfrentamos uma fase de crise profunda na UFRJ. Sofremos com a falta de organização da estrutura pedagógica da faculdade e de incentivo à criação de conhecimento, além de nos deparamos com uma estrutura física muito longe da adequada, chegando até a faltar salas de aula.

Agora o Governo decreta o Reuni, que faz com que, caso a faculdade queira ganhar verbas extras que se limitam a no máximo 20% do orçamento atual, deve se adequar a um projeto que aumenta a quantidade de alunos por professor e coloca a meta de diplomação em 90% dos ingressantes. O projeto da UFRJ vai mais além e propõe a "flexibilização curricular", com grandes bacharelados interdisciplinares, "diversificação das modalidades de graduação", além da famigerada ida de todos os cursos para o Fundão, e utilização de nosso espaço na Praia Vermelha para licitação e cessão de uso.

Temos a proposta de um curso que consiga produzir conhecimento sem perder seu rigor acadêmico, com grupos de estudo e núcleos de pesquisa com bolsa de iniciação científica, ampliando-se além da Universidade. Que seja gratuito e público, portanto sem depender de verbas privadas para suas funções essenciais. Para afirmar esse caráter do ensino, entendemos como necessário um projeto pedagógico que se baseie em uma ampla e democrática discussão sobre os rumos do curso, e uma avaliação de professores para garantir a qualidade de ensino.
Achamos que para garantir que a nossa força, em conjunto, conseguirá conquistar de forma permanente essas diversas medidas que consideramos necessária em nosso curso, precisamos de democracia nas decisões. Por isso defendemos eleições abertas e paritárias nas eleições de coordenador e chefe de departamento, bem como paridade discente nos conselhos do curso de Administração.

Portanto, é muito importante a participação de vocês, estudantes, nesse projeto conosco e nas eleições da gestão 2007/2008 do Centro Acadêmico (CADM) que ocorrerão nos dias 17 e 18. Além disso, chamamos todos também a ir, dia 18, ao Conselho Universitário, no Fundão, com concentração às 9 horas na Praia Vermelha, onde será votada a aprovação ou não do projeto da UFRJ ao Reuni. A mudança começa aqui. A mudança começa agora.

A união faz um Centro Acadêmico

Por trás das siglas C.A e D.A existem universitários que lutam pelos interesses dos estudantes


Para chamar atenção das deficiências existentes na Biblioteca de Direito da Mackenzie (Universidade Presbiteriana Mackenzie), em São Paulo, no início deste ano o Diretório Acadêmico João Mendes Júnior mobilizou os estudantes e enviou para a entidade mantenedora da Universidade um abaixo-assinado com mais de 3.000 assinaturas. "Já havíamos pedido a reforma e ampliação da biblioteca mas, apesar de confirmá-las, a mantenedora não as incluiu no orçamento deste ano. Como o número de livros era insuficiente e faltavam funcionários e espaço para o bom funcionamento, não era possível esperar mais", conta o presidente do D.A., Renan Feitosa. Deu certo. A compra de títulos foi iniciada de imediato e as obras começam no mês que vem.



Tanto faz se chamados de D.A. (Diretório Acadêmico) ou C.A. (Centro Acadêmico), não há diferenças entre essas duas denominações. O que existe por trás destas siglas é um grupo de universitários, legitamente apoiado pelo coletivo estudantil, que representa os estudantes e luta pelos seus interesses, como fez o da Mackenzie no caso da biblioteca. Pode haver um único para toda a universidade ou vários, um para cada curso, por exemplo. Os mais ativos discutem o currículo acadêmico, promovem atividades esportivas, culturais e científicas, visando a integração das difrentes turmas e cursos. Além disso, encaminham às coordenações de curso a insatisfação dos alunos com o rendimento de professores, grade curricular ou estrutura.



É o C.A também que organiza ações para além dos muros da faculdade. A briga do Diretório Acadêmico Demócrito de Souza Filho da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), por exemplo, é contra o Governo Federal, que reduziu em 30% a verba de pesquisa da Faculdade de Ciência e Tecnologia da instituição. "Nossa intenção é entrar com uma representação contra o Governo no Ministério Público, denunciando o sucateamento do ensino e da pesquisa na UFPE", afirma o vice-presidente do Diretório Acadêmico Demócrito de Souza Filho da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), Marconi Melo Filho. Ele também lembra que os centros e diretórios são o elo com as grandes representações estudantis, responsáveis por discussões de questões que envolvam todas as instituições, públicas ou privadas, em caráter nacional.



Mas nada acontece se não houver interesse dos alunos. O Diretório Acadêmico Isabel Cristina Kowal Olm Cunha da Unisa (Universidade Santo Amaro) existe há cinco anos. No entanto, por falta de verba e mobilização, nunca foi atuante. No ano passado, numa tentativa de se reiniciar as atividades, a instituição passou a contribuir para a manutenção do espaço mas ainda pouco foi feito. Para Ana Cristina Rizzatto, que foi presidente do D.A., manter a representação estudantil é muito difícil. "Organizávamos festas para tentar reunir os alunos de enfermagem, mas acabavam indo as mesmas 50 pessoas", conta ela. Segundo Ana, o maior problema é que os 500 alunos do curso de enfermagem não se interessam pelos trabalhos do diretório. "Infelizmente poucas pessoas reconhecem a importância do trabalho de representação estudantil no Brasil", lamenta.




Fonte: http://www.universia.com.br/

CHAPAS INSCRITAS PARA A ELEIÇÃO GESTÃO CADM 2007-2008

Comunicado da Comissão eleitoral - 11 de outubro de 2007:
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Somente uma chapa se inscreveu para a gestão do CADM, que é:

Chapa 1 - Roda Viva
Integrantes: Alexandre de Souza, Bruno Miguel, Felipe Fernandes, Ilana Bergher, Ricardo Lemos, Tiago Lopes, Vinicius Nunes, William Ribeiro.

Eleições serão nos dias 17 e 18/10, de 15h às 21h.

Lembramos que a eleição só será válida com o quorum mínimo de 10% dos votos dos alunos de Administração.

Participem!!! Votem!!!

PRÓLOGO - ELEIÇÃO CADM 2007/2008


Para quem pegou o bonde andando, vai aí um "cenas do últimos capítulos".

No último 04 de outubro, houve a Assembléia Geral dos Alunos de Administração, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) para, em pauta única, deliberar sobre o regimento eleitoral, cronograma e criação da Comissão eleitoral para as eleições da nova gestão do CADM.

Já formada, a Comissão Eleitoral enviou e-mail no dia 07 (domingo) acerca da inscrição de chapas e outras datas do cronograma, como segue abaixo.

E-mail da Comissão Eleitoral para a eleição do CADM - 07 de outubro de 2007:
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Caros Alunos,

No dia 04/10 houve Assembléia em pauta única para discutir o regimento eleitoral para a gestão do CADM - Centro Acadêmico de Administração 2007-2008.

(...) segue resumo com as principais informações:

Calendário Eleitoral
  • Inscrição das Chapas: 08 e 09/10/2007, em Local e Horário estabelecidos pela CE.
  • Início da Campanha Eleitoral: Após publicação da Relação Nominal das Chapas pela CE (dia 10/10/2007)
  • Eleição: Dias: 17 e 18/10/2007 das 15:00 às 21:00 horas;
  • Apuração e Publicação do Resultado Oficial: Dia 19/10/2007;
  • Posse da nova Gestão: 19/10/2007.

    Interessados em formar chapa:
    Leiam as condições nos documentos. Os dias de Inscrição das Chapas são os dias para entregar a qualquer membro da Comissão Eleitoral o formulário devidamente preenchido e atendendo a todas as exigências constadas nos documentos.

    Os membros da Comissão Eleitoral e seus respectivos contatos são:

    Bruna Furtado - 4o periodo - 9724-5888
    Gabriel Marinheiro - 1o período
    João Marcelo Souza - 4o período -jmsouza@gmail.com - 9146-5285
    Raquel Portes - 3o período - 9635-1522
    Taís Santos - 4o período - 8801-7023

    Obrigado,
    João Marcelo Souza
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SEJA BEM VINDO A RODA VIVA!


Primeira postagem no blog, nada mais justo do que dar as boas vindas a você que está visitando este espaço.
Este blog foi criado especialmente para a apresentação da nossa chapa - vulgo "Roda Viva". Estamos disputando a gestão do Centro Acadêmico de Administração da UFRJ (CADM) para o período 2007/2-2008/1.
Além da questão de publicidade das nossas propostas, como não poderia deixar de ser, aqui vocês poderão ter uma visão do que será a nossa gestão no CADM. E, claro, mostrar que um Centro Acadêmico têm uma função muito importante dentro da vida universitária, já que muitos no curso de Administração não tem ciência disso. Qual é? Aguardem os próximos posts...
No mais, sugestões, críticas e comentários afins serão muito bem vindos. A participação é elemento importante da nossa gestão.
Mais uma vez, sejam bem-vindos, e participem! Este espaço também é seu.