
A história do Centro Acadêmico de Administração da UFRJ (CADM) poderia ser vista como um gráfico de sazonalidade. Cheio de altos e baixos, o CADM, assim como o movimento estudantil no curso de Administração contrasta movimentos de efetiva mobilização e marasmo.
E essa história não é de muito tempo. De fato, o Centro Acadêmico de Administração não existiu por um longo período. Isso pode ser constatado pela imagem que se tem ao abrir as portas da sala 237 da FACC, onde se localiza a sede do CA. Mobiliário empoeirado, estrutura abandonada... Se houve gestões anteriores, é porque ainda constam alguns poucos documentos “guardados” precariamente no armário daquela sala.
O renascer do Centro Acadêmico foi em reação a um momento crítico da história do curso de Administração da UFRJ.
Era maio de 2005. Enquanto o primeiro período letivo do ano se encaminhava para seu fim, já se fazia ecoar nos corredores do Palácio Universitário uma ameaça que poderia causar sérios transtornos à vida acadêmica dos alunos da Praia Vermelha.
O professor José Luís Carvalho (a.k.a. Zeca), na época coordenador do curso de Administração transmitiu a alguns poucos alunos, reconhecidos como “representantes de turma”, que o período de 2005/2 poderia não iniciar, face ao problema de falta de sala de aulas que atingia o campus da Praia Vermelha naquele momento. Algumas turmas do curso de Administração e Ciências Contábeis, que já tinham entregado seus horários de aula à Administração do Pool de Salas da Praia Vermelha, não tiveram alocação para salas ou foram alocadas em salas que não comportariam a totalidade dos alunos para aquela matéria, algumas delas obrigatórias para os alunos de Administração.
O intuito não era pura e somente informar aos alunos (até mesmo porque aquela informação deveria no momento ser devidamente sigilosa, para não causar rebuliço entre os alunos), mas preparar os alunos para algo maior. Com certeza, aquela altura, todas as tentativas pelos trâmites burocráticos estavam sendo tentadas sem sucesso.
Além disso, outra ameaça se fazia avistar. Dias após este aviso, faria-se a apreciação do mérito de instalação do curso de Biblioteconomia, ligada a FACC, no campus da Praia Vermelha, o que aquela altura não poderia ter sido pior. O espaço físico do campus, atrofiado pela falta de investimentos, já era disputados ferozmente pelos cursos ali alocados. Não haveria espaço suficiente para a instalação de mais um curso se o espaço físico não fosse urgentemente acrescido.
Era hora de conscientizar os alunos e mobilizá-los, até porque, eram suas vidas universitárias, pacatas e até mesmo intactas (muito dos alunos até aquele momento não haviam enfrentado uma greve que viesse a parar o decorrer das aulas), estavam em jogo.
Assim, alguns dos representantes de turma se reuniram no Teatro de Arena no fim de maio, para discutirem o assunto. Era a primeira vez que alunos de diferentes períodos do curso de Administração se reuniam par a discussão dos problemas da universidade, que para muitos ainda passava despercebido nos bastidores.
A partir daí, a mobilização entre os estudantes foi crescendo. A diretora da FACC à época (Prof. Aracéli Cristina) convocou uma Assembléia no início de junho para apresentar de fato o que estava acontecendo. O que ocorreu naquela assembléia, deixo o relato do prof. Zeca, horas depois do ocorrido. Fato: nunca na história do curso de Administração houve tamanha mobilização e interesse dos alunos.
E essa história não é de muito tempo. De fato, o Centro Acadêmico de Administração não existiu por um longo período. Isso pode ser constatado pela imagem que se tem ao abrir as portas da sala 237 da FACC, onde se localiza a sede do CA. Mobiliário empoeirado, estrutura abandonada... Se houve gestões anteriores, é porque ainda constam alguns poucos documentos “guardados” precariamente no armário daquela sala.
O renascer do Centro Acadêmico foi em reação a um momento crítico da história do curso de Administração da UFRJ.
Era maio de 2005. Enquanto o primeiro período letivo do ano se encaminhava para seu fim, já se fazia ecoar nos corredores do Palácio Universitário uma ameaça que poderia causar sérios transtornos à vida acadêmica dos alunos da Praia Vermelha.
O professor José Luís Carvalho (a.k.a. Zeca), na época coordenador do curso de Administração transmitiu a alguns poucos alunos, reconhecidos como “representantes de turma”, que o período de 2005/2 poderia não iniciar, face ao problema de falta de sala de aulas que atingia o campus da Praia Vermelha naquele momento. Algumas turmas do curso de Administração e Ciências Contábeis, que já tinham entregado seus horários de aula à Administração do Pool de Salas da Praia Vermelha, não tiveram alocação para salas ou foram alocadas em salas que não comportariam a totalidade dos alunos para aquela matéria, algumas delas obrigatórias para os alunos de Administração.
O intuito não era pura e somente informar aos alunos (até mesmo porque aquela informação deveria no momento ser devidamente sigilosa, para não causar rebuliço entre os alunos), mas preparar os alunos para algo maior. Com certeza, aquela altura, todas as tentativas pelos trâmites burocráticos estavam sendo tentadas sem sucesso.
Além disso, outra ameaça se fazia avistar. Dias após este aviso, faria-se a apreciação do mérito de instalação do curso de Biblioteconomia, ligada a FACC, no campus da Praia Vermelha, o que aquela altura não poderia ter sido pior. O espaço físico do campus, atrofiado pela falta de investimentos, já era disputados ferozmente pelos cursos ali alocados. Não haveria espaço suficiente para a instalação de mais um curso se o espaço físico não fosse urgentemente acrescido.
Era hora de conscientizar os alunos e mobilizá-los, até porque, eram suas vidas universitárias, pacatas e até mesmo intactas (muito dos alunos até aquele momento não haviam enfrentado uma greve que viesse a parar o decorrer das aulas), estavam em jogo.
Assim, alguns dos representantes de turma se reuniram no Teatro de Arena no fim de maio, para discutirem o assunto. Era a primeira vez que alunos de diferentes períodos do curso de Administração se reuniam par a discussão dos problemas da universidade, que para muitos ainda passava despercebido nos bastidores.
A partir daí, a mobilização entre os estudantes foi crescendo. A diretora da FACC à época (Prof. Aracéli Cristina) convocou uma Assembléia no início de junho para apresentar de fato o que estava acontecendo. O que ocorreu naquela assembléia, deixo o relato do prof. Zeca, horas depois do ocorrido. Fato: nunca na história do curso de Administração houve tamanha mobilização e interesse dos alunos.
(continua...)
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